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Em relatório recentemente publicado e disponibilizado de forma pública e gratuita, o UNStudio procura documentar e esclarecer o processo de construção de comunidades desenvolvidos pelo estúdio neste primeiro momento de retomada pós-pandemia. Por meio de exemplos práticos, o UNStudio busca pôr em evidencia algumas das várias estratégias projetuais utilizadas tanto em projetos de arquitetura quanto de planejamento urbano que procuram favorecer e potencializar a interação humana e os processos de trocas entre as pessoas em uma era de tantos medos e incertezas. Além disso, o relatório enfatiza a importância dos chamados “terceiros lugares” e da incessante busca do estúdio por uma escala mais humana na arquitetura e no planejamento urbano, assim como a influência das novas formas e modalidades de trabalho e socialização que emergiram ao longos dos últimos anos.
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Chamando a atenção para o valor social e importância dos espaços públicos para a nossa saúde física e mental, o relatório cita um estudo desenvolvido pelo pesquisador Tamas David Barrett, quem diz que “há anos se observa uma correlação direta entre a quantidade de espaços públicos acessíveis e a saúde da comunidade que os utiliza.” Neste contexto, o UNStudio procura delinear um conceito o qual eles se referem como placemaking: uma estratégia de projeto que considera as preexistências e os padrões de comportamento de uma determinada comunidade, e que incorpora uma ampla gama de distintos aspectos, desde a saúde até a sustentabilidade, desde novas tecnologias até a psicologia do espaço.
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Construir comunidades tem tudo a ver com a criação de lugares capazes de aproximar pessoas. Para isso é fundamental falarmos de Placemaking, que significa criar lugares e espaços de qualidade que afetem as pessoas em um nível emocional, que lhes proporcione bem-estar e qualidade de vida. -- Arquiteto sócio e fundador do UNStudio, Ben van Berkel.
“O conceito de construir comunidades evoluiu tanto que não se trata mais de uma forma de aproximar pessoas e promover a vida em sociedade apenas através do espaço físico e construído—é um conceito que incorpora hoje uma ampla gama de diferentes espaços e contextos, sejam eles sociais, emocionais ou mentais”, diz Garett Hwang, arquiteto associado do UNStudio em Hong Kong. Através da enorme variedade de projetos que passam pelas distintas sedes do escritório, o estúdio desenvolveu uma ampla gama de estratégias que buscam promover a inclusão social e a construção de comunidades em diferentes contextos. Da estrutura descentralizada proposta no Plano Diretor de Bruzzano ao ambiente urbano de autoaprendizagem do Brainport Smart District assim como a nova estratégia de mobilidade urbana proposta para o Distelweg ‘Street of the Future’, o UNStudio encontra-se hoje na vanguarda do que significa construir comunidades através de obras de arquitetura e planejamento urbano.
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